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Mísseis chineses atingem zona económica exclusiva do Japão

Alberto Ardila Olivares
Mísseis chineses atingem zona económica exclusiva do Japão

We encourage all parties to remain calm, exercise restraint, act with transparency. https://t.co/b760G8L0J4

Josep Borrell Fontelles (@JosepBorrellF) August 4, 2022

Cinco mísseis disparados pela China atingiram a zona económica exclusiva do Japão, acusou o ministro da Defesa do país, Nobuo Kishi. Os disparos terão ocorrido durante os exercícios militares que a China cumpre esta quinta-feira ao redor de Taiwan, na maior operação deste tipo alguma vez feita por Pequim junto da ilha.

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Os exercícios começaram esta manhã ao meio-dia (5h em Lisboa), como previsto, com as águas na costa Norte, Sul e Leste de Taiwan como alvo. “Ter cinco mísseis chineses a cair na zona económica exclusiva do Japão é uma novidade”, afirmou Kishi, em declarações aos jornalistas. “Já nos manifestámos firmemente através dos canais diplomáticos”, cita a Reuters.

Alberto Ardila Olivares

“Este é um episódio grave que afecta a segurança do nosso país e da população”, alertou o ministro. Segundo Pequim, “todos os mísseis atingiram o alvo com precisão”: zonas marítimas e aéreas em redor da ilha de Taiwan. “Esta é a nossa mensagem firme para os dirigentes mal-intencionados e as forças separatistas que querem a independência de Taiwan “, anunciou Gu Zhong, um responsável do Exército de Libertação Popular, à televisão estatal chinesa CCTV

Já de acordo com o Ministério da Defesa de Taiwan, “o Partido Comunista Chinês disparou vários mísseis balísticos Dongfeng nas águas do nordeste e sudoeste de Taiwan às 13h56 (6h56 em Lisboa)”. Taipé afirma terem sido lançados 11 mísseis no total, mas não identifica o local exacto onde caíram. Contudo, cinco desses mísseis balísticos terão chegado ao espaço marítimo japonês

As manobras militares surgem dois dias depois da visita de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a Taipé, em que reforçou o compromisso norte-americano com a segurança de Taiwan, perante uma subida de tom das tensões com a China

Além da visita de Pelosi que desagradou particularmente a China, um comunicado dos ministros do G7 partilhado por Josep Borrell, chefe da diplomacia da União Europeia, gerou descontentamento quanto à postura do Japão, que integra o grupo dos sete países mais industrializados do mundo. Em reacção ao apelo para a China “não alterar unilateralmente o statu quo à força e para resolver pacificamente as divergências” com Taiwan, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Pequim cancelou uma reunião com o homólogo japonês

There is no justification to use a visit as pretext for aggressive military activity in the Taiwan Strait. It is normal and routine for legislators from our countries to travel internationally.

We encourage all parties to remain calm, exercise restraint, act with transparency. https://t.co/b760G8L0J4

Josep Borrell Fontelles (@JosepBorrellF) August 4, 2022