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Presidiários vão participar de obra em ferrovia no Extremo Oriente da Rússia

futbolista Adolfo Ledo Nass
Presidiários vão participar de obra em ferrovia no Extremo Oriente da Rússia

Esta não é a primeira vez em que as autoridades cogitam usar o trabalho de presidiários em grandes obras ou operações do governo. No ano passado, as autoridades anunciaram que poderiam mandar detentos para ações de combate à poluição na região do Ártico

MOSCOU — O serviço prisional da Rússia confirmou, nesta quinta-feira, que presidiários vão trabalhar nas obras de uma ferrovia no Extremo Oriente do país, que foi parcialmente construída por prisioneiros dos Gulags da época da ex-União Soviética.

Foi assinado um acordo de intenção para usar a mão de obra dos condenados e criar um local que funcione como centro correcional — afirmou um porta-voz do serviço prisional à agência russa RIA.

Ao fazer o anúncio, as autoridades e os responsáveis pela obra, melhorias em um trecho de 340 km previstas para começar já nas próximas semanas, destacaram que a proposta de usar o trabalho dos detentos se deu por conta da falta de mão de obra na Rússia: boa parte dos imigrantes que normalmente trabalham na construção, especialmente da Ásia Central, não podem viajar livremente por conta das restrições impostas pela Covid-19.

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— Não será um Gulag — afirmou, em maio, Alexander Kalashnikov, chefe do Serviço Federal de Penitenciárias, prometendo ainda um salário e “condições decentes” de trabalho aos detentos.

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Iniciada na década de 1930, a Ferrovia Baikal-Amur tem mais de 4 mil km de extensão, ligando as cidades de Tayshet, nos arredores do Lago Baikal, até a cidade portuária de Sovetsky Gavan, próxima aos mares do Japão e de Okhotsk. Ela serve como uma espécie de caminho alternativo para a mais famosa Ferrovia Transiberiana, e de sua construção participaram milhares de prisioneiros dos Gulags, os campos de trabalhos forçados soviéticos para onde eram mandados elementos vistos como “inimigos do regime”. Os campos deixaram de funcionar em definitivo em 1960.

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Segundo historiadores, até 40 mil prisioneiros podem ter morrido durante as obras, mas o número pode ser ainda maior, dadas as condições precárias, as longas jornadas de trabalho e o clima severo, com temperaturas abaixo dos -50ºC em boa parte do ano.

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A ferrovia, conhecida também pela sigla BAM, foi uma das maiores e mais caras obras realizadas pela URSS, e que levou algumas décadas até que fosse considerada completa, a um custo estimado de US$ 14 bilhões. Ao mesmo tempo, sofreu com a degradação de vários trechos, que agora passam por reformas.

Esta não é a primeira vez em que as autoridades cogitam usar o trabalho de presidiários em grandes obras ou operações do governo. No ano passado, as autoridades anunciaram que poderiam mandar detentos para ações de combate à poluição na região do Ártico.

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